Notas do Trovão


23/02/2006


RÉQUIEM No. ÚNICO: VALSA DO ADEUS

 

 

Eis aqui o nosso funeral

Sem flores, sem lágrimas, sem mágoas. Eu acho...

Aqui jaz, num repouso em desconforto, todo o meu amor.

Esparramado em palavras, o vazio final em poema.

Com gosto de conhaque amanhecido, vinho avinagrado,

cheiro de nicotina. Cigarros não fumados.

Eis aqui a celebração do adeus no descompasso dos dias.

Todos os dias. É isso.

Tudo aqui é um adeus permanente, da primeira a última palavra.

Escritas a sangue. Escritas a sêmen.

Pelo gozo não gozado. Coito interrompido. Como vinil riscado

Como solos de guitarra cortando os miolos pra despertar da demência

Estado letárgico da indiferença revelada na distancia traída pela saudade.

Bandeneon embalando na madrugada o meu espírito aleijado

Cutucando a alma pra não deixar a dor dormir com a memória

Pra não ir embora com o sono tardio que chega.

Eis aqui o nosso funeral...

 

                

                  (Régis Trovão)

 

 

Escrito por Régis às 4:02 PM
[ ] [ envie esta mensagem ]

22/02/2006


 

 

“O que eu tenho a contar não é muito, nem pouco eu diria,

Não é pra rir, nem sério seria.

É só uma gota de sangue em forma verbal.”

 

             (GOTA DE SANGUE - Ângela Rô Rô)

 

Escrito por Régis às 12:39 PM
[ ] [ envie esta mensagem ]

 

                           

                                                           Juliette Lewis

 

Sim, é porque eu gosto mesmo de olhares enviesados.

Belezas sutis. Incomuns, eu diria.

O belo que está lá nos detalhes, pra ser mais exato.

 

E é também uma forma de homenagear (e agradecer)

 ao meu amigo Pierre (link ao lado) 

pelo desfile de beldades que vejo no seu blog.

Escrito por Régis às 11:40 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web: