Notas do Trovão


02/03/2006


TODO CARNAVAL TEM SEU FIM. E isso merece um brinde

 

Pronto. Já era. E que as suas “viúvas” chorem sangue sobre a serpentina no salão, agonizem angustiadas na avenida vazia ou se descabelem correndo atrás do caminhão que já se foi. Mas até que enfim passou o tal do carnaval. Por essas plagas, leia-se rua augusta, quase não ouvi falar de carnaval, e nem precisei fechar as janelas ou pôr o meu Exile On Main Street no talo, como fiz em anos anteriores. Não quero nem saber os motivos da calmaria suspeita lá fora, talvez agradecer a areia molhada de santos ter acolhido toda essa cambada, que nem faz falta por aqui. Pra mim as coisas continuam como estavam, continuam como devem ser. E o rei momo que continue lá, na puta que o pariu.

 

E eu, muito mais afeito ao prazer das coisas perenes, e que sempre passei distante dos “amores de carnaval”, sequer tirei Frank Sinatra da vitrola, até porque eu gosto mesmo é da elegância discreta das pessoas mal comportadas, como the Voice. Quem está no contra-fluxo é quem me interessa. São essas pessoas que tem alguma coisa a dizer. E eu quero ouvi-las. 

Escrito por Régis às 1:52 PM
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STRANGERS IN THE NIGHT

(Bert Kaempfert/Charles Singleton/Eddie Snyder)

 

Strangers in the night exchanging glances

Wond’ring in the night

What were the chances we’d be sharing love

Before the night was through

 

Something in your eyes was so inviting,

Something in your smile was so exciting,

Something in my heart,

Told me I must have you

 

Strangers in the night, two lonely people

We were strangers in the night

Up to the moment

When we said our first hello

Little did we know

Love was just a glance way

A warm embracing dance waw and

 

Ever since that night we’ve been together

Lovers at first  sight, in love forever

It turned out so right

For strangers in the night.

 

 

 

Escrito por Régis às 1:50 PM
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