TODO CARNAVAL TEM SEU FIM. E isso merece um brinde
Pronto. Já era. E que as suas “viúvas” chorem sangue sobre a serpentina no salão, agonizem angustiadas na avenida vazia ou se descabelem correndo atrás do caminhão que já se foi. Mas até que enfim passou o tal do carnaval. Por essas plagas, leia-se rua augusta, quase não ouvi falar de carnaval, e nem precisei fechar as janelas ou pôr o meu Exile On Main Street no talo, como fiz em anos anteriores. Não quero nem saber os motivos da calmaria suspeita lá fora, talvez agradecer a areia molhada de santos ter acolhido toda essa cambada, que nem faz falta por aqui. Pra mim as coisas continuam como estavam, continuam como devem ser. E o rei momo que continue lá, na puta que o pariu.
E eu, muito mais afeito ao prazer das coisas perenes, e que sempre passei distante dos “amores de carnaval”, sequer tirei Frank Sinatra da vitrola, até porque eu gosto mesmo é da elegância discreta das pessoas mal comportadas, como the Voice. Quem está no contra-fluxo é quem me interessa. São essas pessoas que tem alguma coisa a dizer. E eu quero ouvi-las.



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