Tava agora ouvindo o primeiro disco da banda The Rancouters (projeto paralelo do Jack White, band leader do White Stripes) e resolvi olhar a tradução da canção Steady A Shes Goes (o que seria de mim sem o globalink, “monoglota” que sou). Lendo a letra não sei por que (ou prefiro achar que não sei) lembrei imediatamente do meu amigo, ator e dramaturgo, João Fábio Cabral, e das nossas conversas intermináveis, pontuadas por grandes gargalhadas (nossas) e um “eu não dou conta não”, (dele). Não dá pra pensar no João Fábio sem pensar no seu bom humor. Acreditem, até quando o cara ta puto ele é bem humorado e dono de frases espirituosas que no mínimo te fazem rir, e sempre te confortam quando você não ta muito legal. Em nome das coisas boas é uma frase do João e que resume bem como é o cara, que assim como eu, (e como um monte de caras que eu conheço e sou amigo), são o que chamo de “caras da velha guarda”, old schol. Mas porque eu to falando isso agora se não conseguiria num mero post falar tudo que acho de bom sobre o João e outros amigos? É porque as coisas boas, e simples, é o que importa, ta certíssimo João. E não to falando de subjetividades. Falo de um conceito claro e concreto, particular talvez, mas ao alcance da mão. Pelo menos das minhas. A melhor coisa que fiz esse ano foi ter saído do bar d’Os Satyros (e olhe que eu era um dos donos). A minha saída do bar me contenta não pelo bar ou pelas pessoas que lá ficaram (essa saída era iminente por desejo próprio e sou amigo do Rodolfo, do Ivam e da Gisa), mas pelo prazer de voltar a trabalhar com teatro, agora só com teatro. Em bar eu gosto mesmo é de ficar do lado de fora do balcão e ficar até de manhã jogando conversa fora com meus amigos. Mas indo ao que interessa, todo o texto acima foi pra dizer pra quem ainda não sabe que to fazendo assistência de direção para o Marcos Loureiro (diretor do já antológico HOTEL LANCASTER, texto do Mario Bortolotto) que divide a direção com o também jovem diretor Ruy Cortez, (que dirigiu Contos de Dostoievsky) na peça A LOUCA DE CHAILLOT, texto do francês Jean Giraudoux, que tem Cleyde Yácones encabeçando o elenco. É, meus amigos, pra mim o ano acaba de começar. Ainda tem coisa pra caralho pra se fazer, como por exemplo, achar um tempo para sentar (como nos bons e velhos tempos recentes) e encher a cara com o Bortolotto, João Fábio, Lirinha, Mirisola, Pierre, Kim, Nick, o Bactéria e todos os outros brothers que de uma forma ou de outro me incentivaram a “jogar tudo pro alto e me dedicar só ao que eu realmente tava a fim de fazer”. “FAZER O QUE DEVE SER FEITO”, nunca me disse tanto essa frase como nos últimos tempos. Valeu rapaziada, a próxima rodado é minha, (ok, sei que continuo devendo, mas ela sai). Também preciso começar a pensar mais objetivamente, e logo, na minha primeira peça, que terá direção, texto e trilha de (presunção? È claro) Régis Trovão, cenários de Juliana Fernandes, figurinos de Cássio Brasil, iluminação de Marcos Loureiro e no elenco, meu amigo, maluco e talentoso, Sérgio Guizé e as amigas de todas as horas e talentosas Luciana Caruso e Gabriela Scarcelli.
2007 vai ser um ano enorme, mas eu durmo e acordo sempre muito bem acompanhado. Déia, vamos brindar juntos, por tudo.


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