
E o brother Lirinha faz aniversário hoje.
Longa vida a você, meu velho. A você e aos seus.
À noite a gente se encontra pra fazer o de sempre, encher a cara e comemorar.

E o brother Lirinha faz aniversário hoje.
Longa vida a você, meu velho. A você e aos seus.
À noite a gente se encontra pra fazer o de sempre, encher a cara e comemorar.
FOGO E POESIA
ou
Quando eu tenho saudade das minhas bolas de gude
Fogo brando em poesia quente.
Um pouco de alguma coisa no vazio das noites que se repetem.
Mulheres falsas, machos de salto e meninas de calças.
Nariz jorrando pó de giz na madrugada que se estende sob o sol a pino
Um gosto de sangue na boca travada pelos dentes cerrados
Se reflete nas mãos suadas e no “copus tremulus”
A junk box toca pela oitava vez, no volume máximo, a mesma música
Que se mistura com os gritos histéricos das putas na calçada
Foi-se a féria evaporada com a bruma da noite
E agora só resta a angustia raivosa que a sensação de sonhos diluídos em carreiras destruídas traz
Lá fora vira-latas correm assustados. Outros engravatados também
Com o rabo entre as pernas. Todos assustados, sempre atrasados
Em busca de um deus que seja o senhor supremo das soluções imediatas para as causas perdidas.
Me restam poucos trocados no bolso da calça esgarçada
Estragada como toda a fauna que aflora agora
E mesmo assim, ou até por isso, a cerveja não vem mais a minha mesa e a mesma musica vai continuar pela nona vez
Carcomendo “ad infinitum” a minha intenção já desintegrada de não ir embora
Nesse momento só há uma verdade escancarada:
Porque é que eu ainda estou aqui
Se quase sempre eu me sinto só, até mesmo quando não estou sozinho?
(Régis Trovão)
“O que eu tenho a contar não é muito,
nem pouco eu diria,
Não é pra rir, nem sério seria.
É só uma gota de sangue em forma verbal.
(GOTA DE SANGUE - Ângela Rô Rô)
