Notas do Trovão


22/11/2006


 

Essa foto nem precisaria de legenda. Mas, para os curiosos, essa é Katerine, uma namoradinha que eu tive na infância, acho que uma das primeiras, lá em Quixeramobim, e que depois ficou famosa no mundo da moda como Kate Moss.

Escrito por Régis às 3:53 PM
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Essas são para os brothers que não acreditam quando eu digo que uso cabelo grande e sou adepto dos chapéus desde pequeno, e que ressaca sempre foi algo costumeiro lá em casa...olha só a cara (e o estilo) da minha mãe em plenos anos 70.

Escrito por Régis às 3:43 PM
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21/11/2006


A FALENCIA DAS VIRTUDES

 

Ou

 

COMO ME TORNEI O QUE SOU AGORA

 

Parte I

 

 

Sou um Cearense nascido em São Paulo numa madrugada chuvosa e fria há trinta e cinco anos atrás, sob o signo de Áries com ascendente em Áries e lua em leão, mas não se preocupem, tenho meu ego sob controle. Fui criado no sertão nordestino levando sangue cubano nas veias e uma peixeira imaginária nas mãos. Carrego no peito todos os meus patuás, sigo no chão os rastros deixados por lampião, “filho de conselheiro” que sou. Meu pai, “o cara”, um negrão lindo e louco (é o que dizem) nos deixou muito cedo. Quando ele se foi, deixou pra trás, além da geladeira vazia e de muita saudade, alguns discos da Janis Joplin, do Lupicínio Rodrigues e dos Rolling Stones. Foi a sua redenção e a minha salvação. Durante a minha infância eu repeti a palavra MAIS muito mais vezes que a Ângela Rô Rô. “Mais e mamãe, mais e mamãe, fosse guaraná, fosse coca-cola, fosse coca, fosse cola, fosse amor ou desamor, fosse qualquer outra espécie de dor. Quero mais é ser imortal, quero ser o meu futuro ancestral, quero mais tabacaria, mais pessoa, mais Maria, mais vinho, mais poesia”.

Eu sempre sinto frio nos dias chuvosos, mais eu nunca quero sair da chuva. Sou menos audacioso do que eu gostaria, mas pretensão não me falta. A literatura (que chegou a mim bem tarde) desvirginou a minha inocência e tirou a venda que cobria a minha visão. O jazz e o rock n roll me salvaram da mediocridade que se instalava e moldaram um pouco do que hoje sou. E entre mutilações e sutilezas, certezas descortinadas com altas doses de nicotina e álcool, vou vivendo, vivendo como eu sempre quis, como “os caras” que eu admiro vivem, apenas e tão somente do que gostam. E isso não é pouco. Mesmo que às vezes falte grana pro cigarro e pro conhaque, o que importa é pôr a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo com o que se faz, por que já há muita coisa querendo fuder a gente e abalar as nossas convicções. “Ei rapaziada, um aviso, é tempo perdido”. Ao pôr os pés no chão quando eu acordo, nem me importo com quem quer macular as minhas intenções com a sua própria renuncia e inveja tão peculiar aos fracos e pobres de alma. Inveja e renuncia, porra, mas isso não apequena a minha coragem, passo batido, blindado que estou pelas minhas crenças que quase sempre me custam caro. Os dias são estranhos, algumas pessoas também. A virtude de muitos falece aos poucos enquanto a coragem de outros só se fortalece. É o que me importa.

 

Escrito por Régis às 5:50 PM
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19/11/2006


                                          

João Fábio (camisa verde) e um amigo dele que eu não lembro o nome

 

 

Um brinde, eterno, ao meu irmão João Fábio Cabral, FELIZes serão todos os seus ANIVERSÁRIOs, porque você merece tudo que possamos te dar de bom, eu e todos os que gostam de você. Longa vida irmão.

Escrito por Régis às 2:03 PM
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