Notas do Trovão


23/10/2007


QUANDO O CHÃO ESTAVA SOB OS PÉS E NA CABEÇA APENAS CACHOS... tudo simples assim

 

                         

                             Eu no alto dos meus 4 anos

 

A inocência foi perdida. Já era. Descortinaram os cadávares espalhados na sala de estar e o resto agora é por nossa conta. Mas e aí, não fui eu que os matei. Eu nem vi o assassino passar muito menos lhe servi café. Se tudo isso é mesmo uma grande farsa, ou uma loucura desembestada (o que já torna as coisas um imenso pleonasmo) me deixem aqui no meu canto, na ponta do balcão vendo as meninas passarem, tomando meu "chá de camomila" e engedrando algo muito grande, ao menos pra mim. A escala de medida da grandeza das coisas varia de cada um para cada outro. Certo? Então.

Escrito por Régis às 12:11 PM
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22/10/2007


SOBRE O QUE EU ANDO PENSANDO AGORA, ou FOUCALT ME DARIA RAZÃO

 

A parada é a seguinte, ou "se joga" de verdade ou faz da vida uma metonímia que nem em sonho vai justificar o todo, ou o que restar de". Falo da vida pela arte e da arte que justifica a vida. O resto serão perfumarias ou conversa em mesa de bar. Tô fora. E não tô sozinho. Tem sempre uns poucos e bons, ou loucos, caminhando descalço nesse asfalto em brasa.

Escrito por Régis às 8:06 PM
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A HISTÓRIA DE UM CARA QUE SE APAIXONOU PELA PUTA MAIS LINDA DA CIDADE

 

A ninfeta chegou embriagada como antes e linda como sempre.

O cheiro de uísque e cigarro se misturava ao do creme que define cachos.

Do balcão o garçom pisca o olho pra mim e ri como que dizendo:

Taí, ela chegou!

Putas, travestis, traficantes e bebuns também riram e cochicharam entre si: Até que enfim ela chegou!

No fundo eles não agüentavam mais aquele francês narigudo, bêbado, com um cigarro no dedo cantando no telão pela décima vez por minha conta e risco “Black trombone, monotone, lê trombone, C’est joli, Tourbillonne, gramophone, et bâillonne, mon ennui…”

 

Pois foi assim, ele me disse: Ela chegou, entrou, me notou como se eu fosse um abajour apagado e foi embora. Levando consigo o cheiro de uísque, os cachos castanhos sobre os olhos azuis mais lindos da madrugada e deixando pra trás uma tristeza gigantesca e um sono tamanho que me empurraram pra casa, e lá fui eu tropeçando na saudade, na raiva, no sono, na tristeza e na vontade de ter com ela mais uma noite só pra nós, uma noite eterna só pra nós dois. Nem que pra isso fosse embora, deslizando pelas suas coxas grossas, mais um mês de meu cachê.

 

 

 

*Abaixo a trilha sonora que acompanhou meu amigo na última madrugada e tirou a paciência dos clientes do bar mais interessante das madrugadas de São Paulo.

 

CLIQUE AQUI : http://www.youtube.com/watch?v=XJXkaM3ukoM

 

 

Escrito por Régis às 7:09 PM
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