Notas do Trovão


30/01/2008


QUANDO O "EU" É MAIS IMPORTANTE QUE O "NÓS" OU O "VOCÊ"

 

 

 

Eu sempre transitei sem muito esforço por todas as vertentes sociais (nossa, isso já começa parecendo papo de antropólogo). Desde a adolescência, lá no principado de Quixeramobim até os dias de hoje, eu sempre tive facilidade de conviver com todo tipo de gente. Talvez seja o dom inato de saber (e gostar de) ouvir as pessoas, olha-las nos olhos. Gosto muito mais de ouvir do que de falar, apesar de ser um ariano e falar, falar muito as vezes. Se eu tivesse sido um jovem no auge dos anos setenta (o fui nos oitenta), iriam dizer na época que eu era um cara "boa praça', hoje dizem que sou "gente fina", e sou mesmo, em todos os aspectos. Meu círculo de amizades vai de Mario Bortolotto a Gigante César, de Marcos Loureiro ao Capotinho (um Cearence amigo meu, cachaceiro que mora lá em Itaquera, e é gente pra caralho, tanto quanto os outros citados acima). E citei apenas esses quatro só pra ficar nos mais diferentes entre si. Acho, acho não, tenho certeza que a isso da-se o nome de "A ARTE INCONTESTE DE SABER OUVIR O OUTRO", gostar de ouvir histórias e, acima de tudo, respeitar quem as conta.

 

Mas ultimamente descobri, e já desconfiava, que eu não tenho um minimo saco, paciência, "jogo de cintura", ou seja lá o nome que isso posssa ter, para suportar pessoas que só sabem começar suas frases com a 1a. pessoa do singular. É uma turbilhão, pra mim incomodo demais, de EU, EU, EU, EU, EU fiz isso, EU fiz aquilo..e continua... EU, EU, EU, EU, puta que pariu, valei-me meu "Paim, Padi Ciço". A minha reação? É tipo: Ôh, me da meu copo aí que hoje eu acordei do avesso... já era. 

 

 

Escrito por Régis às 10:48 AM
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