Notas do Trovão


29/04/2008


HOJE TEM DE NOVO.

BEM DE LONGE UM BOLERO. ESSE É UM BOM MOTIVO PRA SAIR DE CASA. A PARADA É ÀS 21:00 HS LÁ NO TEATRO X. DEPOIS DA PEÇA A GENTE FAZ O QUE SEMPRE FAZ QUANDO CARAS DA MINHA LAIA E DO GUIZÉ SE JUNTAM PRA FAZER UM TRAMPO, A GENTE ENCHE A CARA ENQUANTO JOGA CONVERSA FORA. E SE UNS FIGURAS QUE ME DISSERAM QUE IRIAM REALMENTE APARECEREM, AÍ MEU CHAPA, VALEI-ME SENHOR, É O QUE TENHO A DIZER....

Escrito por Régis às 9:41 AM
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10/04/2008


      

 

 

 

 

Esse é o nosso cartaz, pelas mãos talentosas e generosas do Edu Rodrigues (que nos salvou com a arte aos 40 do segundo...porra, cara, foi foda) e Marcel Nascimento, o anjo das lentes. E de resto é a plasticidade e beleza desse trio, o que não é pouca coisa.

Escrito por Régis às 5:28 PM
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“eu não posso causar mal nenhum,

       a não ser a mim mesmo,

             a não ser a mim”

                    (Cazuza)

 

 

Li agora pouco no blog do Marião (link ao lado) alguma coisa sobre pedir desculpa, acho que do Kim para um outro broder não citado no texto. Sobre desculpas, o que posso dizer é que eu não tenho timidez, neurose ou apatia nenhuma em pedir desculpas, acho até um ato de nobreza pedir desculpas, peço desculpas facilmente. Eu erro muito na vida, erro pra caralho, quem não erra? Mas se tem uma coisa que me deixa puto, enfurecido,muito mais que as minhas próprias cagadas é quando neguinho não tem comigo a mesma condescendência que eu tenho quando ele também faz as suas, quem não faz, lembra? O fato é que dos meus desvios de conduta eu posso dizer que nunca sacaneei ninguém, e sempre estive à postos pra socorrer um amigo no abismo. Nunca saneei nem vou sacanear ninguém. Talvez só a mim mesmo. Eu sou um cara que exijo fidelidade canina dos meus amigos, porque eu sou fiel a esses mesmos amigos. Porra, e se é amigo não enfia mais a faca no peito do maluco porque nesse momento o cara ta agonizando. É como aquela máxima tipicamente nordestina: "Nos meus ninguém mete a mão ou fala mal, só eu", então...

 

Tem uma outra frase que não lembro agora de quem é, que diz mais ou menos assim:

 

Se quer saber qual o verdadeiro caráter de uma pessoa dê-lhe o poder.” E não tô aqui falando apenas do poder como o conhecemos. Falo do “poder” da (falsa) razão. De “estar dono” da verdade, como se elas, a razão e a verdade, tivessem um dono. Tudo pode ser apenas uma questão de ponto vista.

 

P.S: Esse texto nasceu da minha necessidade de pedir, formalmente, desculpas. DESCULPAS, mesmo.

Escrito por Régis às 5:19 PM
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09/04/2008


 

O novo espetáculo do João Fábio, fui na estréia, depois eu volto pra contar as boas novas. Eu tava lá. E saí contente. Óbvio.

 

Agora é hora de correr pro X, o meu ta no forno, BEM DE LONGE UM BOLERO, estréia no dia 15 de Abril.

Escrito por Régis às 6:11 PM
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06/03/2008


TALENTO E VOCAÇÃO

 

Um dia desses, ou melhor, numa madrugada dessas quase perdida na memória, o Mario (Bortolotto) me deu uma definição precisa sobre a diferença entre talento e vocação, se não é uma definição exata pra outros, pra mim foi plenamente satisfatória, me convenceu. É mais ou menos assim, ou o que o álcool dessa noite me deixa lembrar (Marião, se distorci alguma coisa me corrija):

 

Trovão, TALENTO é o saber fazer, (dom inato ou algo assim), VOCAÇÃO é o fazer, apesar de tudo. Bingo. Certeiro.

 

Isto posto, é de bom tom avisar aos amigos que me perguntaram e ficaram contentes com a data já tão próxima.

 

Pra quem ainda não sabe, a "estréia mundial" em 08 de março da nossa peça ("bem de longe um bolero) foi adiada por problemas externos ao nosso processo de trabalho. Mas são coisas que, como dizem por aí "faz parte". De qualquer forma, vamos continuar ensaiando, criando, ralando, suando, fazendo de tudo para quando "aparecer" o tão esperado TE-A-TRO a gente esteja mais afinado do que nunca. Daqui pra frente cada ensaio vai ser como uma grande estréia. E nada, tenho certeza disso, vai tirar a nossa motivação de fazer.

 

É isso, FAZER, FAZER SEMPRE, apesar de tudo. O resto são bijouterias.

 

A equipe pelas lentes do Thiago Duran: Sérgio Guizé, o escriba aqui e que dirige a parada, Carol Lima e Gustavo Haddad

 

 

Escrito por Régis às 12:41 PM
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04/03/2008


Pra quem não conhecia, apresento agora, esse é meu PAI.

 

               Keith Richards

 

 

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Escrito por Régis às 5:11 PM
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O QUE ANDO VENDO E OUVIDO ULTIMAMENTE TEM ME DEIXADO ASSUSTADO, MUITO ASSUSTADO.

 

 

 

CAZUZA - Vida louca vida

 

 (Clique aqui):  http://www.youtube.com/watch?v=hN0ufcoOI4k

 

 

CAZUZA - O tempo não para

 

(Clique Aqui): http://www.youtube.com/watch?v=7AkEQM9AdEY

 

Escrito por Régis às 10:50 AM
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TERREMOTO NO CEARÁ

 

 

Tunguei essa do blog da Renata (http://areia.wordpress.com/  ).

 

 

Segue o post dela abaixo:

 

 

Olha, falar em terremoto no Nordeste vai para sempre me lembrar aquela piada FANTÁSTICA sobre o terremoto no interior bem interior do Ceará. Em Icó, se não me engano. Vocês conhecem? Era mais ou menos assim:

 

O Observatório de Abalos Sísmicos de Brasília manda o seguinte telegrama à polícia de Icó:

 

Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso, superior Richter 7. Epicentro a 3 km da cidade. Tomem medidas. Informem resultados com urgência.

 

Após uma semana, foi recebido no Observatório de Abalos Sísmicos de Brasília um telegrama que dizia:

 

Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. O meliante Ritchter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos todas as zonas. As putas tão todas presas. Epicentro, Epifânio, Epicédio e outros três irmãos também foram detidos. Não respondemos antes porque houve um terremoto da peste por aqui.

 

Hehehehe… Não canso de rir dessa piada (sobretudo da imagem de Epicentro, Epifânio, Epicédio e mais três irmãos — Epicuro, Episódio e Episcopal — sem entender porra nenhuma do por quê estavam sendo presos. Além das putas!). Fantástico

Escrito por Régis às 10:42 AM
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30/01/2008


QUANDO O "EU" É MAIS IMPORTANTE QUE O "NÓS" OU O "VOCÊ"

 

 

 

Eu sempre transitei sem muito esforço por todas as vertentes sociais (nossa, isso já começa parecendo papo de antropólogo). Desde a adolescência, lá no principado de Quixeramobim até os dias de hoje, eu sempre tive facilidade de conviver com todo tipo de gente. Talvez seja o dom inato de saber (e gostar de) ouvir as pessoas, olha-las nos olhos. Gosto muito mais de ouvir do que de falar, apesar de ser um ariano e falar, falar muito as vezes. Se eu tivesse sido um jovem no auge dos anos setenta (o fui nos oitenta), iriam dizer na época que eu era um cara "boa praça', hoje dizem que sou "gente fina", e sou mesmo, em todos os aspectos. Meu círculo de amizades vai de Mario Bortolotto a Gigante César, de Marcos Loureiro ao Capotinho (um Cearence amigo meu, cachaceiro que mora lá em Itaquera, e é gente pra caralho, tanto quanto os outros citados acima). E citei apenas esses quatro só pra ficar nos mais diferentes entre si. Acho, acho não, tenho certeza que a isso da-se o nome de "A ARTE INCONTESTE DE SABER OUVIR O OUTRO", gostar de ouvir histórias e, acima de tudo, respeitar quem as conta.

 

Mas ultimamente descobri, e já desconfiava, que eu não tenho um minimo saco, paciência, "jogo de cintura", ou seja lá o nome que isso posssa ter, para suportar pessoas que só sabem começar suas frases com a 1a. pessoa do singular. É uma turbilhão, pra mim incomodo demais, de EU, EU, EU, EU, EU fiz isso, EU fiz aquilo..e continua... EU, EU, EU, EU, puta que pariu, valei-me meu "Paim, Padi Ciço". A minha reação? É tipo: Ôh, me da meu copo aí que hoje eu acordei do avesso... já era. 

 

 

Escrito por Régis às 10:48 AM
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20/01/2008


...Alguma coisa sempre se perde entre o que imaginávamos e o que praticamos, é o sentido inexato(?) entre o querer e o poder. 

 

    

Caralho, meu filho ontem fez 15 anos....e até parece que foi um dia desses que a gente pegava o metrô Itaquera rumo ao parque do Ibirapuera, ele pequenininho no meu braço. E o pior de tudo (há quem veja valor agregado à personalidade) é que eu ainda me sinto tão garoto quanto ele...

 

É litle boy, no final das contas só temos um ao outro....

 

Longa a vida a você...Longa vida a nós.

Escrito por Régis às 3:36 PM
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18/01/2008


DISTANTE TA LOGO ALI NO TEATRO X

 

 

 

Essa é a outra das peças do João Fábio que retorna aos palcos. Distante é um texto lindo e que em mim pega fácil fácil não somente pela história em si, que de tão próxima parece acontecer no quintal da minha casa, mas muito mais pela forma como o João conduziu a estrutura narrativa entre tempo e inter-relações (méritos a serem também dividos com o diretor, Rogerio (Harmitt), isso sem falar que o João, pra quem não sabe, é um expert em bons dialogos. Rogerio, o director, ta a cada trabalho, ao meu ver, imprimindo melhor a sua marca sem perder a reverencia ao duo ator/publico. O fato é que nesse road movie teatral em estradas imaginárias o João e a Fabiana (Carlucci) levam ao palco todo um entrosamento e cumplicidade cultivada por anos de amizade. Você sente no olhar como uma mão estendida dizendo, "vêm, vamos, pode vir". Se você viu o Flamengo dos anos 80 jogar sabe do que eu tô falando, Andrade, Adilio, Nunes e Zico, só pra ficar nesses. É isso, o João e a Fabiana interpretam seus personagens com toda essa grandeza porque um sabe examente aonde o outro vai "enfiar a bola". Ambos se deliciam em cena, você sente eles se divertindo, pela leveza, pelos olhares, sempre cumplices. E é isso, é assim que tem que ser...sem sofrimento. Minha mãe diria que eles estão faceiros em cena, eu digo que eles estão plenos, que da na mesma coisa. Se você não foi ainda vá, restreia amanhã. Serviço abaixo.

 

 

DISTANTE

 

Teatro X

 

Sábado 21:00 hs

Domingo 19:00 hs

 

Com: Fabiana Carlucci e João Fábio Cabral

Direção: Rogerio Harmit

Escrito por Régis às 7:07 PM
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15/01/2008


O RETRATO DOS NOVOS TEMPOS

 

 

Nada mais inusitado e reflexo dos novos tempos, dos tempos "internéticos quero dizer, que minha Mãe, minha Dilminha, no orkut, que já é por si só algo engraçado, engraçado MESMO, gostoso, mas engraçado, mais que isso é ela ter que "pedir" pra ser minha amiga. Outra coisa é a minha mulher pedir senha pra ser minha amiga...rsrsrrs (hoje ela não entra em casa...rsrsrs). É meus amigos, é o mundo internético, no orkut a minha mãe tem que pedir pra ser minha amiga e a minha mulher senha. Ainda bem que é só lá. outra coisa engraçada, no tal do orkut, o Xico Sá, parceiro de noitadas, de copo, de papo, de boêmia em geral, não pode ser meu amigo, a mensagem é mais ou menos assim, "esse sujeito já tem amigos demais..hahahaha, aí sim, é a cara do Xico Sá, o "amigos demais", de resto, o Xico continua sendo meu conterrâneo e grande parceiro.

Escrito por Régis às 7:23 PM
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10/01/2008


TEATRO EM SP - 2008 COMEÇA EM ALTO ESTILO

 

 

Reestréiam essa semana (na minha assumida imodésta opinião) três das melhores peças de 2007. Vamos aos fatos e diante dos fatos não existe contra-argumentação.

 

 

Rosa de Vidro

 

 

 

 

Teatro é emoção e nada mais. De Molierè a Beckett, de Boal a Zé Celso, teatro é apenas emoção, “simplesmente” por que é a síntese da vida (ou deveria ser), e ninguém é indiferente à vida, certo? A não ser que esteja morto e ainda não sabe. No teatro você ri, você chora, fica puto, enternecido, desdenhoso, reflexivo. Teatro é pra mexer com as pessoas de alguma forma, pelo menos o teatro que eu acredito. Eu não espero, e não espere também, respostas pra perguntas que não foram feitas. O teatro, e a ARTE de uma forma geral, mostram apenas as perguntas, aponta os caminhos, (segui-los ou não segui-los, eis a questão) e olhe lá. Acredito também que a arte nas suas mais diversas manifestações só vale a pena quando é transformadora, mas pode ser que nêgo não acredite nisso, ta tudo certo. Se o cara vai sair tocado de alguma peça e ver sua vida transformada (abrupta ou lentamente) à partir da arte aí são outros quinhentos e eu é que não me atrevo aqui a jogar pedras na sua cruz. Mas quando uma peça consegue harmonizar com qualidade texto, direção, atuação, iluminação aí as desculpas para as discordâncias serão todas vãs, pra não dizer esfarrapadas. Todo esse prólogo é pra falar do ROSA DE VIDRO, texto (livremente baseada na vida e obra de Tenesse Willians) do meu amigo João Fábio Cabral com a esplendorosa direção do também amigo (eu já falei aqui que só tenho amigos talentosos) Ruy Cortez.

 

O Ruy, pra quem não conhece, tem o teatro no sangue, e quem o vê flanar pelas calçadas e mesas da praça Roosevelt com toda sua fidalguia não imagina que ali tem um garoto de teatro, (sim, garoto, ainda sou um infante e o Ruy é mais novo do que eu), portanto um legitimo representante da nova geração de diretores. Conheci o Ruy em agosto do ano passado quando fui levado pelo Loureiro para ser assistente de direção de ambos na peça A LOUCA DE CHAILLOT, com a deliciosa Cleyde Yácones encabeçando o elenco. Foi empatia imediata, ao menos da minha parte. Mas vamos a peça:

 

 

O João e o Ruy fizeram um trabalho de ourivesaria. Os personagens que os dois nos oferecem são de uma beleza, no sentido mais pungente, que arrepia até os ossos. Tudo ali é de bom gosto, delicado. Eu prefiro não tecer comentários “profundos” sobre a atuação da rapaziada, deixo isso pra quem vive disso, prefiro falar de como me senti durante e depois da peça: A espera de um trem que nunca chegará. Numa chuva torrencial sem guarda-chuva. Assim como Tom (defendido brilhantemente pelo Thales Penteado), Rose (Julia Brobow, guardem bem o nome dessa garota, e não esqueçam seu rosto, ela é danada, ainda ouviremos falar muito dela) e a mãe de ambos, (Vitória Camargo), uma mulher amarga, sozinha dentro de sua tristeza sem aceitar o irremediável. A ruína. Da filha, do Lar, a sua própria. A iminente partida do filho, ele também agonizando entre a necessidade de "voar" e a vontade de ficar e reconstruir o próprio lar e a sanidade de sua irmã. Confesso que pouco prestei atenção, (ou o personagem não teve força pra me pegar) no rapaz que faz o amigo do Tom, interpretado pelo Ricardo Geli. Enquanto a peça desenrolava tudo que eu queria era cuidar de Rose.

 

Só sei que quando a peça terminou em não sabia se chorava ou se ria, chorava pela dor daquela família ou se ria de alegria, orgulho do João, do Ruy e de ver no palco um elenco com uma entrega (não deu pra evitar essa frase/clichê) tão grande. O que eu vi ali no espetáculo ROSA DE VIDRO foi coisa feita por gente grande. O elenco, o autor e o director estão de parabéns, e já mostram que cerram fileiras com quem não quer ser apenas nota de rodapé na história. O que eu tenho a dizer mais? Apenas um muito obrigado por nos apresentar um trabalho de tamanho bom gosto e força. É assim que eu gosto. Vou voltar, e recomendo, vão assistir, sem sombra de duvida a melhor peça do ano que passado.

 

SERVIÇO: 10/01 a 26/01 - ESPAÇO DOS SATYROS UM - Praça Roosevelt

 

 

Escrito por Régis às 4:11 PM
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NATIMORTO:

 

 

Texto de Lourenço Mutarelli, Adaptação e Direção de Mario Bortolotto, com Maria Manuela, Marta Nowil e o grande Nilton Bicudo.

 

Eu já dei meu prêmio Shell/2007 ao Niltinho, é arrepiante a sua atuação, não conheço o Mutarelli pessoalmente, mas me arrisco afirmar que o Niltinho ta mais Mutarelli que o próprio Mutarelli. Pelo menos no aspecto físico ta. Meninos, antes de entrarem em qualquer curso de teatro vão ver o Niltinho em cena e vejam como um ator da nossa geração tem o domínio completo de seu ofício. As meninas também não comprometem, a Manu, como sempre, parece atuar de cima de um pedestal, num palco só seu, com uma luz só pra si (sim, isso é um descarado elogio), A Martinha tem uma participação menor mas não menos importante na história, fazendo seu pouco tempo em cena parecer muito maior. Como leitor voraz, principalmente de HQ’s, e conhecedor da obra do Mutarelli, o Mário soube captar e “imprimir” na montagem toda a atmosfera do cara, pessoas solitárias meio neuróticas, angustiadas. É o mundo bizarro de Lourenço Mutarelli levado aos palcos por quem entende. Vá ver.

 

SERVIÇO: De 10/01 a 07/02  - Quintas, 21:00 hs  - Sextas, meia noite no Espaço dos Parlapatões, Praça Roosevelt, No. 158

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Assistir uma peça que tem direção (em parceria com o Loureiro) do mestre Fauzi Arap, com um texto também dele já vale encarar o trânsito de São Paulo, as mudanças repentinas de temperatura e o preço de ingresso. E se ainda por cima tiver Caio Blat e Claudia Mello em cena, só posso dizer que é programa pra quem tem bom gosto e que todos os fatores acima já pagam o ingresso.

 

Acho que não preciso dizer mais nada.

 

SERVIÇO: De 12/01 a 02/03, aos Sábados às 21:00 hs e Domingo às 19:00 hs no Teatro Imprensa.

 

 

 

 

 

Escrito por Régis às 2:09 PM
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14/12/2007


AGORA ACABOU, MAS EM 2008 TEM OUTRAS COISAS MAIS

 

Pois é, o espetáculo DELICADEZA chega ao seu final, como tudo. Vou sentir saudades. Mas ta tudo certo, em 2008 tem uma porrada de coisa legal pra acontecer, A SABER: CHORINHO (peça na qual eu faço direção de cena e sou técnico de som) volta à partir do dia 11/01 lá no Teatro Imprensa (depois eu posto o programa completo), paralelamente eu faço minha estréia na direção, com um texto do meu amigo João Fábio Cabral (desculpem, mas eu acho uma pequena obra prima) na luxuosa companhia do Sérgio Guizé, Ana Carolina e Gustavo Haddad e ainda pra 2008 eu também quero poder montar um texto do Marião, que eu acho um petardo, ou seja, outra obra prima na companhia do grande Nelsinho Peres. De reestréias tem o DISTANTE também do João, que me parece agora será no Satyros 1, não sei ao certo, volta também o Rosa de Vidro, texto do João com direção do Ruy Cortez (sobre esses dois espetáculo eu comento aqui depois, já assisti o DISTANTE e recomendo, como tudo do João, e ludico é o minimo que eu posso dizer aqui, por enquanto. Amanha irei assistir o Rosa e escrevo sobre os dois na segunda). 

 

Mas enquanto o ano não termina tem umas paradas legais pra acontecer: Hoje tem  lançamento do livro do Cemitério de Automóveis lá no Juke Joint (R. Frei Caneca, 304 - Entrada: R$3,00), além do lançamento tem show da banda do Marião, Saco de Rato Blues, e discotecagem dele , do Nick e do Marcelo Montenegro. No sábado tem a festa do pessoal do TEATRO DA CURVA (R. Carlos Sampaio, 305 - Homem:R$8,00. Mulher:R$5,00) e no domingo tem a festa de encerramento do Satyros, na qual esse que escreve irá pôr umas musicas pra tocar, é, é, é o que chamam de DJ, vou ser um dos ADJ's da noite junto com o Nick e o Didio. Então é isso rapazia, mi voy que o cenário do Delicadeza me espera e assim tá até parecendo um balanço geral do ano. E não é...ainda.

 

Só pra registrar, no programa da peça COOCONINGS, eu acabei na incluindo o meu amigo Walter Figueredo, aka, Batata. Foi mal Bats. Mas já corrigido.

Escrito por Régis às 4:00 PM
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